BAD BLOCKS SUMIRAM DO HD? TEMPERATURA, USO 24 HORAS E CUIDADOS PARA EVITAR PERDA DE DADOS

Quem acompanha os testes do Fazendo Arte 10 já viu algumas experiências envolvendo HDs com bad blocks, setores defeituosos, travamentos e até unidades que simplesmente deixam de ser reconhecidas pelo computador.Desta vez, o destaque é um HD Toshiba de 1 TB, que anteriormente apresentava vários pontos vermelhos durante a verificação e que, em uma nova análise, passou a aparecer sem bad blocks. O resultado chamou bastante atenção, principalmente porque o mesmo HD continuou sendo utilizado para armazenar arquivos.Mas será que isso significa que o HD realmente voltou a ficar saudável?Neste artigo vamos mostrar o que aconteceu durante os testes e também falar sobre outro problema importante: temperatura elevada em um HD que trabalha continuamente em uma câmera de segurança.


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HD Toshiba de 1 TB que apresentava bad blocks

O HD Toshiba de 1 TB utilizado nos testes veio originalmente de um Samsung Expert X41.

Em verificações anteriores, a unidade apresentava diversos pontos vermelhos, indicando problemas durante o teste. Porém, em uma nova verificação realizada posteriormente, o resultado foi surpreendente: nenhum ponto vermelho apareceu.

O HD chegou a apresentar um resultado visual semelhante ao de uma unidade sem setores problemáticos.

Além disso, foi possível instalar o Windows nele e utilizá-lo normalmente.

Isso levantou uma dúvida importante:

Os bad blocks realmente desapareceram ou o problema apenas deixou de aparecer durante aquele teste?


Bad block realmente pode desaparecer?

É importante ter cuidado com a interpretação desse tipo de resultado.

Durante os testes apresentados no vídeo, o HD passou a mostrar uma situação muito diferente daquela registrada anteriormente. Entretanto, isso não significa que um dano físico no disco tenha sido curado.

Inclusive, comparando registros antigos, foi possível perceber que as verificações nem sempre apresentavam exatamente os mesmos pontos.

Em determinados testes, alguns setores apareciam como problemáticos, enquanto outros deixavam de aparecer. Em verificações realizadas em momentos diferentes, também houve alterações no resultado.

Por isso, um HD que atualmente aparece sem pontos vermelhos não deve automaticamente ser considerado novo ou confiável.


O HD ainda apresenta sinais de desgaste

Um dos pontos mais importantes encontrados durante o teste foi justamente a informação apresentada pelo Hard Disk Sentinel.

Mesmo sem os pontos vermelhos durante a verificação, o programa indicava uma condição de saúde bastante preocupante para o HD de 1 TB.

A unidade chegou a apresentar uma estimativa de vida restante muito baixa e saúde de aproximadamente 50%.

Ou seja, o fato de o teste de superfície não mostrar bad blocks naquele momento não significa que o HD esteja em perfeitas condições.

Esse é um bom exemplo de por que não devemos analisar um HD utilizando apenas uma única informação.


O que pode ter feito o HD apresentar um resultado diferente?

Uma das hipóteses levantadas durante o experimento está relacionada à maneira como esse HD vinha sendo utilizado.

O HD estava sendo usado para receber gravações de uma câmera de segurança, com muitos arquivos pequenos sendo gravados continuamente.

As gravações eram divididas em arquivos de aproximadamente um minuto.

Isso era feito justamente para reduzir o impacto de uma eventual queda de energia: se o computador desligasse, a perda ficaria limitada a uma pequena gravação.

Durante o uso, o HD recebia uma grande quantidade de arquivos e também passava por processos frequentes de transferência e limpeza.


O HD trabalhava com muitas gravações pequenas

A quantidade de arquivos gravados chamou atenção.

Anteriormente, o sistema chegou a trabalhar com uma quantidade muito maior de arquivos. Depois de mudanças na qualidade das gravações, a quantidade caiu, mas ainda eram milhares de arquivos armazenados.

Durante o teste, surgiu a hipótese de que esse comportamento poderia ter alguma relação com a mudança observada no HD.

É importante destacar que isso foi uma observação feita durante o experimento, e não uma comprovação de que gravar milhares de arquivos pequenos seja capaz de eliminar bad blocks.

Os dados do teste apenas mostram uma coincidência interessante entre a forma de utilização do HD e a mudança observada nas verificações.


HD de 320 GB trabalha 24 horas por dia

Outro HD analisado no vídeo é uma unidade de 320 GB, utilizada no sistema de câmera de segurança.

Esse computador permanece ligado praticamente o tempo todo e a câmera vem sendo utilizada há anos.

O sistema funciona continuamente, gravando as imagens da câmera de segurança.

Apesar de o HD estar funcionando, uma informação chamou muito mais atenção durante a análise: a temperatura.


HD muito quente pode ser um problema

Durante o monitoramento com o Hard Disk Sentinel, o HD de 320 GB chegou a registrar uma temperatura de aproximadamente 82 °C.

Esse valor chamou a atenção durante o teste e mostrou a importância de acompanhar a temperatura de componentes que permanecem ligados durante muitas horas.

Em outro momento, o HD apresentou temperaturas menores, mas ainda assim o histórico registrado pelo programa indicava que ele havia atingido uma temperatura elevada.

Por isso, além de verificar bad blocks e saúde do disco, também é importante observar a temperatura de funcionamento.


Temperatura alta e uso contínuo exigem atenção

Um computador utilizado como câmera de segurança pode permanecer ligado por 24 horas, durante vários dias, meses ou até anos.

Nesse tipo de utilização, problemas de ventilação podem passar despercebidos.

No caso apresentado, foi considerada a utilização de um sistema de refrigeração adicional para ajudar a reduzir a temperatura.

Existem, por exemplo, bases e coolers para notebooks que podem auxiliar na circulação de ar.

O mais importante é evitar que o equipamento fique trabalhando constantemente em uma condição térmica inadequada.


O espaço livre do HD também merece atenção

Outro detalhe interessante apareceu durante a gravação.

O HD utilizado para armazenar as imagens estava praticamente cheio, chegando a ficar com apenas alguns gigabytes disponíveis.

Quando isso acontecia, era necessário interromper o processo de gravação e realizar manualmente a transferência de arquivos para outro HD.

Em determinado momento, havia uma pasta com cerca de 170 GB de gravações que precisava ser transferida.

Depois da limpeza, o espaço livre aumentou consideravelmente.


Cuidado para não deixar o HD completamente cheio

Deixar um HD constantemente no limite de sua capacidade pode complicar o gerenciamento dos arquivos, principalmente em sistemas de gravação contínua.

No sistema utilizado no vídeo, era necessário acompanhar manualmente o espaço disponível e remover gravações antigas.

Uma estratégia interessante seria automatizar esse processo: quando o armazenamento atingisse determinado limite, os arquivos mais antigos poderiam ser transferidos ou removidos automaticamente, dependendo da configuração do sistema.

Isso evitaria que o HD chegasse ao ponto de interromper a gravação por falta de espaço.


A importância de acompanhar a saúde do HD

Uma das ferramentas utilizadas durante o teste foi o Hard Disk Sentinel, que permite acompanhar informações relacionadas à condição do armazenamento.

Uma característica interessante observada durante o teste é que o programa pode iniciar junto com o Windows e mostrar informações sobre o estado do disco.

Isso facilita o acompanhamento diário.

Para quem utiliza HDs importantes para guardar vídeos, fotos, documentos ou outros arquivos, monitorar regularmente a unidade pode ajudar a perceber mudanças antes que o problema se torne uma perda de dados.


Qualquer programa pode iniciar junto com o Windows

Durante o vídeo também foi comentado um recurso bastante útil do Windows.

Não é apenas o Hard Disk Sentinel que pode ser configurado para iniciar junto com o sistema.

Dependendo do programa, é possível configurá-lo para ser executado automaticamente quando o Windows iniciar.

Isso pode ser útil para softwares de monitoramento, ferramentas de segurança, aplicativos de backup e outras ferramentas que precisam permanecer funcionando.


Verificação interna pelo SATA x conversor SATA para USB

Outro ponto interessante do experimento foi a comparação entre uma verificação realizada diretamente pela conexão SATA interna e outra utilizando um conversor SATA para USB.

Os resultados foram semelhantes em grande parte dos pontos, mas algumas diferenças foram observadas.

Em determinadas áreas, havia pontos vermelhos que apareciam em uma verificação e não apareciam da mesma forma na outra.

Isso chamou atenção porque mostra que diferentes condições de conexão e momentos de teste podem apresentar resultados diferentes.

Também é importante considerar que os testes comparados não foram realizados exatamente no mesmo momento: havia registros de anos diferentes.


Um HD pode parecer saudável e mesmo assim falhar

Essa talvez seja uma das principais lições deixadas pelo experimento.

Durante os testes anteriores, alguns HDs apresentaram sinais de problemas, depois pareceram melhorar e posteriormente voltaram a apresentar falhas.

Um exemplo foi um HD de 500 GB que chegou a funcionar normalmente por determinado período, inclusive sendo utilizado no sistema de câmera de segurança.

Mais tarde, o HD deixou de ser reconhecido.

Isso mostra como pode ser perigoso confiar cegamente em um HD que voltou a funcionar depois de apresentar sintomas.


Não confie apenas em um programa

Outro ponto importante é não interpretar um único indicador como garantia de que o HD está perfeito.

Um programa pode mostrar determinada informação de saúde, enquanto um teste de superfície pode apresentar outro resultado.

No caso do Toshiba de 1 TB, por exemplo, o teste não mostrou pontos vermelhos na verificação mais recente, mas outras informações ainda indicavam desgaste e baixa expectativa de vida.

Por isso, quando um HD já apresentou bad blocks ou outros problemas, o mais prudente é tratá-lo como uma unidade que já apresentou falhas.


Bad blocks são um alerta importante

Os chamados bad blocks ou setores defeituosos são um sinal que merece atenção.

Quando um HD começa a apresentar problemas de leitura ou setores defeituosos, continuar utilizando a unidade como se nada tivesse acontecido pode aumentar o risco de perda de arquivos.

Em situações importantes, a prioridade deve ser retirar os dados da unidade e manter uma cópia em outro armazenamento.

Se os arquivos forem realmente importantes, não é recomendado utilizar um HD problemático como único local de armazenamento.


Faça backup dos arquivos importantes

Fotos, vídeos, documentos, projetos e arquivos do canal podem levar anos para serem produzidos.

Um HD pode apresentar problemas de uma hora para outra, e nem sempre os sintomas aparecem de maneira previsível.

Por isso, manter uma cópia de segurança em outro dispositivo é uma das principais formas de reduzir o risco de perda de dados.

No caso de arquivos importantes, uma única cópia armazenada em um HD que já apresentou problemas representa um risco considerável.


E o HD Toshiba de 1 TB, voltou à vida?

Essa continua sendo uma das perguntas mais interessantes do experimento.

O HD Toshiba de 1 TB atualmente apresentou uma verificação sem os pontos vermelhos que apareciam anteriormente.

Ele também conseguiu executar o Windows e realizar transferências de arquivos.

Porém, os próprios registros do vídeo mostram que a unidade ainda apresenta indicadores preocupantes de desgaste.

Portanto, o resultado não deve ser interpretado como uma recuperação definitiva do HD.

A experiência mostra algo mais interessante: um HD que apresentava bad blocks pode apresentar resultados diferentes em verificações posteriores, mas isso não significa que os danos físicos desapareceram ou que a unidade voltou a ser confiável.


Conclusão

O teste reuniu várias situações que podem acontecer com quem utiliza HDs por muitos anos: bad blocks, travamentos, temperaturas elevadas, armazenamento quase cheio, uso contínuo e perda de unidades que anteriormente pareciam funcionar normalmente.

O HD Toshiba de 1 TB chamou atenção porque os pontos vermelhos que apareciam anteriormente não estavam mais presentes na nova verificação. Ao mesmo tempo, o monitoramento indicou que a unidade ainda apresentava sinais de desgaste.

Já o HD de 320 GB utilizado na câmera de segurança mostrou outro alerta importante: a temperatura chegou a níveis muito elevados durante o uso.

A principal lição é não esperar o HD apresentar uma falha definitiva para pensar em seus arquivos.

Monitore a saúde, fique atento à temperatura, mantenha espaço disponível e, principalmente, faça cópias de segurança dos dados importantes.

Um HD pode voltar a funcionar depois de apresentar problemas, mas isso não significa necessariamente que ele esteja recuperado ou que possa voltar a ser utilizado como armazenamento principal.

O experimento completo e os registros das verificações podem ser acompanhados no vídeo do Fazendo Arte 10, onde também são mostrados os testes com o HD Toshiba de 1 TB, o sistema de câmera de segurança e as comparações entre diferentes verificações.










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